Desde que comprei a passagem (ou seja, fechei o dia que vou chegar lá) fiquei pensando qual seria a melhor época para comunicar lá na empresa.
Sei que muita gente vai sair para comemorar quando esse dia chegar, mas fiquei com muita dó de ter que sair de lá. O ambiente é o completo oposto do banco! Tem muito trabalho para se fazer, minha chefe é ligada no 220v e sei que poderia aprender muito e fazer bons amigos. As pessoas se ajudam, não se sabotam!
Minha chefe também é o completo oposto da “Mocinha” (para quem não se lembra de meus comentários num post antigo sobre meu antigo emprego). É uma mulher muito respeitada e inteligente. E para falar a verdade não me lembro a última vez que trabalhei com um superior em que se pudesse confiar. A maior parte de minha vida profissional foi T.V.N. ("Te Vira Negão!"). E tudo isso além de ser a chefe mais chique e elegante que já tive (e que provavelmente terei) na vida! Rsrsrsrs. Gente, estou falando sério!!! A mulher é podre de chique!!!
Soube que ela sairia de férias no final do ano e só voltaria em janeiro. Não quis ser mais uma preocupação então decidi falar depois que ela voltasse de férias, em D+1.
Só que em D+0 tudo estava muito esquisito. Gerentes e Superintendentes coxixando e correndo de um lado para o outro. No dia seguinte logo pela manhã soube que ela tinha sido promovida a Superintendente de outra área (não disse que ela era poderosa?). Além de várias outras mudanças estruturais na empresa, o nosso departamento ficou meio sem dono...
“E agora?”
Bom...apesar de minha notícia ter sido ofuscada por esse bombardeio, dei os parabéns para ela e logo em seguida pedi para conversarmos em particular. Contei que estava saindo, que estava indo para o Canadá e que estava com pena de deixar o trabalho pois sabia que poderia ser feliz trabalhando lá.
E para a minha surpresa ela pareceu muito feliz por mim! Ficou animada, fez muitas perguntas sobre todo o processo e contou histórias de sua família pelo mundo!
E agora estou em minha última semana. Cada vez que alguém diz: “Fica mais!”, o coração aperta e digo: “Eu sei...mas eu tenho que ir”.
É tudo para “facilitar” as coisas! :S
Por um lado fico muito feliz de poder sair assim e por ter tido a chance de conhecer pessoas incríveis lá dentro. Mas por outro lado, o lugar onde trabalho e as pessoas de lá vão entrar na lista de coisas valiosas que abri mão e deixei para trás por apostar (e arriscar) que também serei feliz no Canadá.
Um comentário:
Menina, li o post com o coração apertado... Dizer adeus não é fácil não, nem um pouquinho...
O bom é saber que você vai sair de lá com bom astral, querida pelas pessoas, sem brigas ou mágoas, isso ajuda bastante...
Força agora, já está quase lá :).
Beijos
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